Dashboard de marketing que o CEO realmente lê: 7 métricas, 1 tela, atualização diária
Dashboard com 47 métricas vira museu — ninguém olha. O dashboard que CEO consulta diariamente tem 7 números, 1 tela, e responde 'estamos crescendo?'.
Equipe Máximo do Marketing
Máximo do Marketing
CEO abre dashboard. Vê 47 gráficos. Não sabe o que está bom, o que está ruim, o que olhar primeiro. Fecha.
Volta dali a 1 mês. Mesma coisa. Em 6 meses, dashboard virou museu.
Esse problema é universal. A solução é radical: menos métricas, melhor curadoria, 1 tela só.
Esse artigo é o framework que aplicamos em clientes pra CEO realmente olhar dashboard toda manhã.
A regra de ouro: 7 ± 2
George Miller, psicólogo, mostrou em 1956 que cérebro humano lida bem com 7 (±2) elementos simultâneos. Acima disso, satura.
Dashboard com 25 gráficos pode ser tecnicamente impressionante. Mas inutilizável. CEO não consegue processar.
Solução: 7 métricas máximo. Cada uma respondendo uma pergunta crítica.
As 7 perguntas que CEO precisa responder todo dia
Dashboard ideal responde:
1. Estamos batendo a meta de faturamento?
Métrica: faturamento do mês até hoje vs meta proporcional Visual: barra de progresso com cor (verde, amarelo, vermelho)
2. Quantos leads novos chegaram?
Métrica: leads/dia (últimos 7 dias) vs média histórica Visual: número grande + sparkline de tendência
3. Qual a taxa de conversão lead → venda?
Métrica: vendas / leads do mês Visual: % grande + comparação com mês anterior
4. Onde estão indo os leads (qual canal)?
Métrica: % de leads por canal (Meta, Google, orgânico, indicação) Visual: gráfico de barras horizontais ordenadas
5. Quanto custou cada cliente novo (CAC)?
Métrica: investimento em ads / clientes novos Visual: número + comparação com CAC saudável
6. Quanto está o ROAS do tráfego pago?
Métrica: receita atribuída / gasto em ads Visual: número grande + meta de ROAS
7. Quais são os 3 produtos/serviços mais vendidos no mês?
Métrica: top 3 por receita Visual: lista simples com valores
Layout em 1 tela (3 zonas)
┌─────────────────────────────────────────────────────────┐
│ Zona 1: Resumo grande (acima da dobra) │
│ ┌─────────────┐ ┌─────────────┐ ┌─────────────┐ │
│ │ Faturamento │ │ Leads/dia │ │ Conv. lead │ │
│ │ vs Meta │ │ últimos 7d │ │ → venda │ │
│ └─────────────┘ └─────────────┘ └─────────────┘ │
│ │
│ Zona 2: Detalhes médios │
│ ┌──────────────────┐ ┌────────────────────┐ │
│ │ Leads por canal │ │ CAC vs ROAS │ │
│ └──────────────────┘ └────────────────────┘ │
│ │
│ Zona 3: Top 3 produtos do mês │
│ ┌──────────────────────────────────────────┐ │
│ │ 1. [Produto] - R$ XX,XXX │ │
│ │ 2. [Produto] - R$ XX,XXX │ │
│ │ 3. [Produto] - R$ XX,XXX │ │
│ └──────────────────────────────────────────┘ │
└─────────────────────────────────────────────────────────┘
1 tela, 7 métricas, hierarquia clara. Olha em 30 segundos e sabe o status.
As métricas que NÃO devem estar lá (mesmo sendo “úteis”)
❌ Quantidade de posts publicados — vaidade, não responde “estamos ganhando dinheiro?” ❌ Seguidores Instagram — idem ❌ Taxa de abertura email — pra time operacional, não pro CEO ❌ Posicionamento no Google por keyword — pro SEO, não pro CEO ❌ CPM, CPC, frequência — detalhe operacional, não estratégico ❌ NPS — importante mas mensal/trimestral, não diário ❌ Engagement rate — vaidade
Essas métricas importam — mas em dashboards operacionais separados, não no dashboard do CEO.
O segundo dashboard: time operacional
Pra time de marketing/vendas, faz sentido um dashboard separado com 12-15 métricas mais detalhadas:
Marketing:
- CTR por campanha
- CPM por canal
- Conversion rate por landing page
- Engagement em redes
- Posições SEO de keywords-alvo
Vendas:
- Pipeline value
- Atividades por vendedor (ligações, emails)
- Taxa de conversão por etapa
- Cycle time
- Win rate
Cuidado: esse dashboard é pro time — não pro CEO. CEO só olha quando tem alerta grave (ex: pipeline value caiu > 30%).
Ferramentas pra montar (custo zero a R$ 200/mês)
Looker Studio (Google) — GRÁTIS
- Conecta nativo com Google Ads, GA4, Sheets
- Conexão com Meta Ads via 3rd party (Supermetrics, ~US$ 30/mês)
- Drag-and-drop pra montar
- Compartilhamento fácil
Recomendo pra: 80% das empresas começando.
Metabase (open source) — GRÁTIS self-hosted
- Conecta direto com bancos (Postgres, MySQL)
- Mais flexível pra dados customizados
- Precisa de dev pra setup inicial
Recomendo pra: empresa técnica com dados próprios.
Power BI / Tableau
- Pagos, robustos
- Curva de aprendizado alta
- Overkill pra maioria das PMEs
Recomendo pra: empresas > R$ 5M/ano com necessidade analítica complexa.
Atualização: como manter dashboard útil
Dashboard que não atualiza vira lixo em 2 semanas.
Setup automático (recomendado)
- Google Ads → Looker via conector nativo (real-time)
- Meta Ads → Supermetrics → Looker (atualiza 1× por dia)
- CRM → Looker via API (atualiza a cada 6h)
Setup manual (último recurso)
- Excel manual: morre em 1 mês
- “Vou atualizar toda 6ª”: morre em 2 meses
Regra: se requer trabalho manual, NÃO entra no dashboard.
A reunião que mantém dashboard vivo
Toda 2ª de manhã (10 min):
- Olha cada uma das 7 métricas
- Pergunta: “Está dentro do esperado?”
- Se NÃO: define hipótese + ação
- Anota no Notion/Asana/Trello
Em 1 mês, você terá padrão de comportamento. O dashboard vira ferramenta de gestão, não relatório.
O caso real da Máximo
Antes (2024):
- Dashboard interno com 23 métricas
- CEO abria 2 vezes por mês
- Reunião de marketing levava 60 min pra discutir dados
Depois (2025):
- Dashboard com 7 métricas
- CEO abre 6× por semana
- Reunião de marketing dura 15 min (foco em ações, não em explicar números)
Sem nada novo. Só menos.
Quando adicionar mais
Em 6-12 meses, dashboard fica “estável”. O time entende cada métrica.
Aí pode adicionar uma métrica nova por trimestre, validando que ela é realmente útil. Em 2 anos, você tem 9-11 métricas — ainda dentro do “Miller 7 ± 2”.
Nunca pula direto de 7 pra 25. Caminho não é “mais é melhor”.
A Máximo monta dashboards customizados pra cada cliente, com foco em “o que o CEO precisa ver”. Fala com a gente.
Quer aplicar isso na sua empresa?
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